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Imersão no riso

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

O Espaço de Afeto & Aprendizagem, no Lúcio Costa, no Guará, recebeu no sábado, 11 de abril, uma imersão na arte do palhaço conduzida pelo pedagogo e palhaço Cláudio Moraes, idealizador da Escola Palhaço Interior. A atividade foi realizada das 15h às 19h e reuniu nove participantes em uma tarde dedicada à palhaçaria terapêutica, à brincadeira e à expressão pessoal.

Isabela Maria Costa de Albuquerque e Melo definiu a imersão como uma experiência leve, divertida e transformadora, capaz de despertar memórias da infância e reflexões
Sarah Júlia observou
que a palhaçaria revela aspectos da fragilidade interior.
Já Nicolas Tenório definiu a vivência como uma mistura de arte e terapia, em que improviso e riso ajudam a refletir sobre si mesmo e sobre a sociedade.

O encontro teve início com a recepção dos alunos e a apresentação do espaço, que também abriga outras atividades culturais, como contação de histórias, mediações de leitura e encontros com artistas locais. Em seguida, o grupo participou de uma leitura e discussão a partir do livro Ludicidade e atividades lúdicas na prática educativa, do professor Cipriano Carlos Luckesi, da Universidade Federal da Bahia. A reflexão serviu como ponto de partida para abordar o brincar como elemento central da formação do palhaço.

Margarete Neres de Aquino, a palhaça Caichinhos, disse que o nariz de palhaço permite ser quem se é, sem medo, e experimentar novas possibilidades de expressão.
Olívia Pinheiro afirmou que a vivência permitiu resgatar uma ludicidade guardada e reforçou a palhaçaria como espaço de acolhimento. Vinicius Milleo Kuromoto definiu a experiência como sensível e transformadora, marcada pelo contato com o olhar, o silêncio e o riso genuíno.

Durante a imersão, Cláudio Moraes destacou a importância do brincar livre e propôs atividades como o jogo de peteca e o corre-cutia. As dinâmicas buscaram resgatar práticas da cultura brincante e fortalecer a identidade do grupo. Também foram trabalhadas cantigas de roda, entre elas Meu limão, meu limoeiro, A canoa virou, Sapo cururu e Sabiá lá na gaiola, reforçando a relação entre memória afetiva, ludicidade e convivência.
Um dos momentos centrais da programação foi o chamado Exercício do Ridículo, prática da palhaçaria clássica em que os participantes têm o primeiro contato com o nariz de palhaço. Ao som de músicas circenses, cada aluno interagiu com o público em silêncio, por meio do olhar e da presença, permitindo que emoções e sentimentos surgissem de forma espontânea. A atividade foi orientada pelo professor, com espaço para a criatividade individual de cada participante.

Lucas Solda Battastini destacou que a imersão mostrou a palhaçaria como uma arte de conexão humana. “Em quatro horas formei conexões fortes com outros alunos, entendi como a palhaçaria abre uma janela pra alma e, principalmente, aprendi a força que tem o brincar”, relatou.

Após o exercício, o grupo compartilhou impressões sobre a experiência e participou de um lanche coletivo, marcado pela confraternização e pela troca de relatos. A imersão foi encerrada com uma roda final, em clima de acolhimento entre os participantes.
Ao final das quatro horas de atividades, a proposta da Palhaçaria Interior foi apresentada como um caminho de autoconhecimento por meio da arte, do brincar e da convivência. Para os participantes, a experiência reforçou a importância da presença, da escuta e da espontaneidade no processo de descoberta do próprio palhaço. A iniciativa também evidencia o papel de espaços culturais comunitários do Guará na promoção de vivências formativas e sensíveis para moradores e artistas locais.

O post Imersão no riso apareceu primeiro em Jornal do Guará.

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