Bitcoin completa 10 anos: confira mitos e verdades


Em 31/10 o Paper White do Bitcoin completou 10 anos. Desde seu surgimento, virou uma espécie de febre mundial quando o assunto é tecnologia e mercado digital. Confira os mitos e verdades sobre a moeda.

Dia 31/10 o famoso Paper White do Bitcoin, escrito pelo icônico Satoshi Nakamoto, completou uma década! 

De lá pra cá mitos e confusões marcaram a vida da primeira moeda digital a ser aceita pelo público. Confira no Blog do Délio Andrade algumas curiosidades:

Este ano o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn comparou a moeda Bitcoin a um esquema de pirâmide. Assim, gerou alvoroço na mídia especializada ao redor do globo. No dia seguinte, Chris Burniske, um analista condenou o argumento dizendo que “se o Bitcoin é um esquema Ponzi, a sociedade também é um Ponzi”.

Os diálogos reacenderam debates e dúvidas acerca da moeda digital mais poderosa do mundo. O Bitcoin nasceu em 2008 pelas mãos de Satoshi Nakamoto. Este é o pseudônimo para um japonês quarentão que estaria por trás da criação da moeda. Naquele ano foi publicado um documento que continha o conceito e protocolo do Bitcoin. O paper white foi para o grupo de discussões do The Cryptography Mailing. No ano seguinte, foi iniciada a rede e a mineração das primeiras moedas.

Por conceito, Bitcoin é uma moeda que é usada para transações comerciais. Não existe fisicamente como o dólar, o euro ou o real. Seu código, por Blockchain, permite operações financeiras com segurança. É também assegurada por criptografia. Seu propósito inicial era oferecer uma moeda sem intervenção governamental. E ganhar valorização por transações sem intermediários.

Além do mais, o Bitcoin é descentralizado. Assim, não existe um local físico ou banco onde é criado. Qualquer um pode acessar a rede e minerar.

 

Mitos e verdades

 

A partir da supervalorização do Bitcoin este ano, as moedas digitais têm despertado interesse crescente nos brasileiros. A partir de taxas de pesquisas do Google Trends é possível verificar um crescimento de 130% nas buscas por este tipo de investimento, em detrimento de palavras como “mercado financeiro” (latu sensu) ou “tesouro direto”, por exemplo. Abaixo, listamos alguns mitos e verdades sobre a moeda:

Minerar moedas digitais é só para programadores

Não é verdade. Qualquer um pode minerar bitcoins. Contudo, não é barato. Até 2012, era possível minerá-las de sua própria casa. Atualmente tal investimento não suporta um CPU convencional, sendo necessário hardwares ultrapotentes – Avalon ASIC, Buttlerfly Labs, etc – pois o gasto com computadores e energia elétrica não cobre o custo de mineração.

É possível ganhar Bitcoins gratuitamente

Em alguns sites espalhados pela rede existe o que se conhece popularmente por faucets ou “torneiras de Bitcoin”. Estes são sites que prometem satoshis – frações de uma moeda completa – em troca de preenchimento de códigos captcha. Todavia, o valor de satoshis é irrisório pelo custo-benefício do tempo gasto ao preencher tais formulários.

Os governos vão acabar com o Bitcoin

Atualmente os países estão pensando em como lidar com a moeda. O Brasil, como se viu no início do texto, ainda está perdido no que tange ao mercado de criptomoedas. Recentemente o Japão criou um marco regulatório para empresas que usam o Bitcoin, a fim de liberá-lo para o uso no dia-a-dia. Na esteira, países mais desenvolvidos da Europa, Ásia e América do Norte têm ampla aceitação da moeda no mercado consumidor.  

O Bitcoin vai acabar

Certa vez, um executivo do JP Morgan disse que o Bitcoin iria acabar. Porém, como constatado, não existe uma forma de acabar com a moeda ou encerrar o sistema. É uma tecnologia que funciona 24h por dia, sem qualquer falha de programação, desde 2009. Devido à sua natureza distributiva e de segurança a partir da Blockchain, já testada pela engenharia computacional atual, dentre outros métodos correlatos, é uma tecnologia e realidade das ciências econômicas sem qualquer chance de retorno, apesar de seu código ter sido programado para minerar um volume máximo de 21 milhões de bitcoins – marca a ser atingida em torno do ano de 2140.

O Bitcoin não é seguro

Bitcoin é uma nova forma de fazer transações financeiras, pois não é só aceito na internet – outra dúvida comum entre iniciantes e curiosos no assunto. Atualmente, no Brasil, mais de 15 mil estabelecimentos aceitam a moeda como forma de pagamento. As técnicas de segurança são inovadoras, utilizando-se da já citada Blockchain, que registra todas as transações envolvendo Bitcoins em uma espécie de livro-razão imutável e criptografado.

Muitas instituições financeiras estão utilizando a tecnologia para segurança da informação. Além destas, o sistema está se expandindo em outras frentes como a segurança nas eleições, a proteção de banco de dados de universidades, o mercado imobiliário e de seguros, a gestão de cadeia de suprimentos, o armazenamento em nuvem, a cybersegurança em geral, dentre outros.

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