
Vivemos dias de grandes pressões para desestruturar, desestimular e enfraquecer a família. Mas é importante lembrar que a família continua sendo a base de qualquer sociedade estruturada e saudável. É dentro dela que o ser humano desenvolve identidade, valores, educação e autoestima. Quando a família se fragiliza, toda a sociedade sente os impactos.
Dados mais recentes do IBGE mostram mudanças importantes na dinâmica familiar no Brasil. Em 2023, foram registrados cerca de 440 mil divórcios, um aumento de 4,9% em relação ao ano anterior. Já em 2024, houve uma leve queda, com aproximadamente 428 mil divórcios, interrompendo uma sequência de crescimento. Apesar dessa redução pontual, os números continuam elevados, refletindo transformações nas relações conjugais ao longo dos anos.
Ao mesmo tempo, o número de casamentos tem apresentado oscilações e, em muitos períodos, queda em relação aos níveis históricos. Em 2024, foram cerca de 948 mil casamentos civis, ainda abaixo dos patamares anteriores à pandemia. Esses dados mostram que os modelos familiares estão passando por mudanças significativas no país.
Outro ponto que merece atenção é a vulnerabilidade social. Estimativas recentes indicam que o Brasil possui mais de 300 mil pessoas em situação de rua, número que cresceu nos últimos anos. Dentro desse cenário, crianças e adolescentes estão entre os mais impactados, muitas vezes expostos à quebra de vínculos familiares, à ausência de cuidado e à falta de estrutura.
Essa realidade reforça a importância de fortalecer a família como ambiente de proteção, desenvolvimento e formação. Crianças que crescem sem vínculos sólidos tendem a enfrentar maiores desafios emocionais, sociais e estruturais ao longo da vida.
Diante disso, torna-se ainda mais urgente valorizar princípios que sustentam a vida familiar. A defesa da vida, o cuidado com as crianças e o incentivo à adoção são caminhos que contribuem para a construção de uma sociedade mais equilibrada. Muitos casais desejam acolher filhos e podem oferecer um lar cheio de amor, cuidado e propósito.
Nosso maior propósito deve ser ver famílias restauradas, fortalecidas e estruturadas, capazes de formar uma nova geração com valores sólidos. O futuro de uma nação passa pelas suas casas, pelos seus relacionamentos e pela forma como cuidamos das nossas crianças.
Por isso, não podemos perder a esperança. É possível construir um futuro melhor com famílias saudáveis, ajustadas e preparadas para acolher, amar e formar vidas com dignidade.
*Bispo Robson Rodovalho é fundador e presidente da igreja Sara Nossa Terra. Teólogo e físico, escreve sobre temas religiosos, liderança e a relação entre espiritualidade e física quântica
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