Homem suspeito de aplicar golpes no Pará e Amapá preso em Brasília é trazido para Belém Ele se apresentava como consultor financeiro e sugeria aplicações que não existiam.


Chegou em Belém na última quinta-feira (15) Elton Félix Gobi Lira, que é suspeito de se apresentar como economista e investidor financeiro para aplicar golpes no Pará e Amapá. Ele foi preso Brasília na semana passada e aguardava transferência para a capital paraense.

O suspeito prometia multiplicar o dinheiro das vítimas com aplicações na bolsa de valores que nunca existiram. Além de praticar estelionato, ele debochava das vítimas nas redes sociais.
“Geralmente ele marcava reuniões em hotéis de luxo aqui em Belém, ele fazia um network com vários políticos, pessoas da sociedade. Ele trabalhava, isso é fato, tem contato em vários fundos de previdência, então (ele fala) ‘pra quem trabalha com universo de mais de R$ 20 milhões, para que iria enganar pessoas físicas?'”, explica o advogado das vítimas, Tiago Santos.

Mas nem a conta dos hotéis ele pagava, e nenhum investidor recebeu um centavo sequer. Só em Belém foram nove vítimas que, somadas, tiveram um prejuízo de um milhão de reais. Em Oeiras do Pará, onde ele também aplicou golpes em fundos de pensão, o prejuízo chega da R$ 14 milhões.
“Ele passou a emitir extratos bancários falsos, que faziam com que as pessoas acreditassem que seu dinheiro estava tendo rendimentos”, disse o delegado Neyvaldo Silva, da DIOE.
Pela internet, Elton ostentava o que conseguia comprar com o dinheiro dos investidores: relógios de ouro e carros importados. O comportamento dele revoltou as vítimas, que denunciaram o golpe.

Quando o mandado de prisão foi expedido pela justiça ele passou a ameaçar os advogados das vítimas, como registrado em gravação divulgada pela polícia.
“O meu pai tem 62 anos, está internado com ataque de hipertensão por causa desse mandado. Se alguma coisa acontecer com ele, eu juro pela vida dos meus dois filhos, que mato o Tom e o Tiago (advogados)”, disse.

A ordem dos advogados do Brasil no Pará também entrou no caso para investigar as ameaças. “Já registramos ocorrência da Ameaça na Dioe, e a comissão de prerrogativas irá acompanhar o caso”, disse o presidente da OAB-PA, Alberto Campos.
Elton ainda zombou do mandado de prisão mandando uma mensagem para várias instituições, como os Ministérios Públicos Federal e do Estado, com a sua localização.
O setor de inteligência da Polícia Civil foi acionado e descobriu que ele estava hospedado em um hotel de luxo em Brasília. O mandado de prisão foi cumprido na semana passada.

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