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Greve dos professores: 2º dia tem alunos e Olimpíada de Matemática

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

O segundo dia de greve dos professores da rede pública do Distrito Federal começou com a presença de alunos em diversas escolas dos ensinos fundamental e médio.

O principal motivo é a aplicação das provas da 1ª fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep 2025), que acontece nesta terça-feira (3/5).

Na C10 de Taguatinga, alunos começaram a chegar ao Centro de Ensino Médio Escola Industrial (Cemeit) por volta das 7h.

“A prova [da Obmep] está mantida. A greve atrapalha bastante. Sabemos que é uma reivindicação necessária, mas prejudica os alunos. Atrasa matéria e temos que repor em sábados, feriados e férias”, comentou o estudante Arthur Rodrigues Ribeiro de Moraes, 17 anos, aluno do 3° ano do ensino médio.

14 imagensEscolas públicas no DF estão no segundo dia de paralisação/ Arthur Rodrigues Ribeiro de MoraesEscolas públicas no DF estão no segundo dia de paralisaçãoEscolas públicas do DF estão no segundo dia de paralisaçãoEscolas públicas do DF estão no segundo dia de paralisaçãoEscolas públicas do DF estão no segundo dia de paralisaçãoFechar modal.1 de 14

Escolas públicas no DF estão no segundo dia de paralisação

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Escolas públicas no DF estão no segundo dia de paralisação/ Arthur Rodrigues Ribeiro de Moraes

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Mãe de uma estudante do 6° ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF 14), Maria Inês de Jesus dos Santos, 47, também resolveu levar a filha para fazer a prova.

“A direção da escola está divulgando o calendário e os professores que estão dando aula e, hoje, ela vai ter uma aula depois da prova. Alguns professores não aderiram à greve. Se nos próximos dias ela tiver alguma aula, eu vou trazer”, afirmou a mãe.

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Um funcionário do CEF 14 explicou para a reportagem que o movimento paredista teve adesão de mais de 60% dos educadores, mas alguns mantiveram as atividades.

Alguns colégios ainda tinham avisos nos portões de entradas sobre a greve e com detalhes das programação das aulas mantidas.

O Metrópoles também esteve no Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte (CEMTN), na manhã desta terça-feira, mas não registrou movimentação de alunos e professores no local.

Adesão

A Secretaria de Educação fez um balanço referente ao primeiro dia de greve dos professores da rede pública de ensino do Distrito Federal, nessa segunda-feira (2/6). De acordo com a pasta, 255 das 713 unidades escolares tiveram 100% das aulas suspensas.

A pasta destacou o fato de 458 escolas manterem as aulas — mesmo que em regime reduzido — e afirmou que, nesta terça-feira (3/6), algumas das 255 unidades que tiveram 100% de paralisação voltarão a ter aulas.

O número de professores que aderiram à greve ainda é apurado pela pasta junto às regionais de Ensino.

Corte de ponto a partir desta terça

Sobre a multa diária de R$ 1 milhão ao Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) e o corte de ponto de frequência dos professores estão aderindo à greve, medidas determinadas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) na última quinta-feira (29/5), a secretaria confirmou que a pasta cumprirá as medidas.

Os cortes nos pontos de frequência serão aplicados a partir desta terça (3/6), coforme prevê a decisão judicial. Os professores que faltaram às aulas nesta segunda-feira (2/6) terão o dia descontado.

O Sinpro-DF recorreu da medida judicial, mas o TJDFT manteve a decisão no fim da tarde de sábado (31/5).

Nessa segunda, o TJDFT negou novo pedido do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF) para suspender a multa diária de R$ 1 milhão e corte de ponto de frequência aos professores que aderiram à greve da categoria.

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