GDF retoma obras de ciclovia às margens do Lago Paranoá


Vista de ciclovia que está sendo construída pelo GDF na orla do Lago Paranoá (Foto: Guilherme Timóteo/TV Globo)

Trabalho tinha sido interrompido no dia 3, após contestações no Tribunal de Justiça e no Tribunal de Contas; decisões caíram. Ciclovia de 6,5 km vai da QI 8 à QI 12 do Lago Sul

O governo do Distrito Federal retomou nesta sexta-feira (20) as obras da ciclovia que margeia o Lago Paranoá, entre as quadras QI 8 e QI 12 do Lago Sul. O trabalho tinha sido suspenso pelo Tribunal de Justiça e contestado pelo Tribunal de Contas no início do mês, mas a última decisão contrária caiu na terça (17).

Desde então, a Novacap aguardava uma “trégua” da chuva para dar continuidade à obra. O projeto prevê 6,5 km de ciclovias entre os parques da Asa Delta e da Península Sul. Segundo a empresa, a expectativa era de pavimentar até 1,5 km com massa asfáltica nesta sexta. Ao todo, 4,6 km já foram terraplanados.

Segundo o governo, a paralisação das obras à margem do Lago Paranoá poderia representar um prejuízo de R$ 200 mil para os cofres do Executivo.

A decisão do Tribunal de Justiça foi derrubada no último dia 9, mas o governo diz que seguiu aguardando a decisão do Tribunal de Contas. Nos dois casos, cabe recurso.

Entenda
O debate se refere à construção de uma trilha de caminhada no trecho da orla entre a QL 8 e a QL 12 do Lago Sul, de preservação ambiental. Segundo o governo, a previsão era de que a obra fosse terminada em fevereiro, a um custo de R$ 1 milhão. Moradores da região dizem que não foram consultados sobre o projeto e que temem prejuízo ambiental.

Em entrevista ao G1 em dezembro, o secretário-adjunto da Casa Civil, Fábio Pereira, informou que a obra vai asfaltar e ampliar uma pista de 2,5 metros de largura para 4 metros. Os trabalhos são executados pela Novacap. A iluminação ficará por conta da CEB.

As obras começaram, na prática, há quase seis meses. Os trabalhos na região do Lago Sul ficaram suspensos entre março e julho por entraves na Justiça. Após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar que a competência para definir o andamento de obras na orla é de juízes do DF, a Vara do Meio Ambiente do DF deu aval para a retomada dos trabalhos, em 1º de julho.
Por G1 DF

Anterior O óbvio Lula
Próximo Cármen Lúcia pode homologar as delações

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *