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quinta-feira, 23 setembro, 2021

Cientistas descobrem planetas similares aos do sistema solar em estrela próxima



Uma série de planetas que apresentam semelhanças com alguns do nosso sistema solar foi encontrada em torno de uma estrela próxima por astrônomos usando o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, no Chile.

A estrela, conhecida como L 98-59, está a 35 anos-luz de distância da Terra. Pode haver até cinco planetas em órbita, incluindo um mundo oceânico, um planeta potencialmente habitável e um dos exoplanetas mais leves já descobertos. Exoplanetas são aqueles que orbitam estrelas fora de nosso sistema solar. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (5) na revista Astronomy & Astrophysics.

Durante essas novas observações do sistema, os astrônomos determinaram que três dos planetas incluem algum tipo de água. Os dois planetas mais próximos da estrela são provavelmente secos e rochosos, com apenas pequenas quantidades de água. Esses planetas, como a Terra ou Vênus, estão próximos o suficiente da estrela para serem aquecidos por ela.

Enquanto isso, a massa do terceiro planeta pode ser 30% de água. Isso sugere que poderia ser um mundo oceânico, semelhante a algumas das luas encontradas em nosso sistema solar.

Esses três planetas foram avistados pela primeira vez por astrônomos em 2019 usando o telescópio Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), da Nasa. O observador é capaz de detectar exoplanetas usando o método de trânsito, que mede a queda na luz ocorrida quando um planeta passa na frente de sua estrela.

Os astrônomos têm outro método para encontrar exoplanetas conhecido como velocidade radial, que calcula a oscilação que ocorre quando os planetas em órbita criam puxões gravitacionais em uma estrela. As medições da missão TESS foram combinadas com as medições de velocidade radial feitas usando o Very Large Telescope para ampliar o conhecimento sobre esses planetas.

Neste caso, permitiu aos astrônomos determinar que o planeta mais próximo da estrela tem apenas metade da massa de Vênus – tornando-o o exoplaneta mais leve já detectado usando a velocidade radial.

“Este é um passo à frente em nossa capacidade de medir as massas dos menores planetas fora do Sistema Solar”, disse María Rosa Zapatero Osorio, autora da pesquisa e astrônoma do Centro de Astrobiologia de Madri, Espanha, em um comunicado.

Durante a pesquisa, os membros da equipe também descobriram um quarto planeta e o que pode ser um quinto planeta que não foi capturado nos dados anteriores do TESS. Esse quinto planeta pode estar à distância certa da estrela para permitir que a água líquida se forme na superfície. Esse fator é conhecido como zona habitável da estrela.

“O planeta na zona habitável pode ter uma atmosfera que poderia proteger e manter a vida”, disse Zapatero Osorio.

Este sistema planetário é um alvo ideal para o Telescópio Espacial James Webb da Nasa, programado para entrar em órbita ao redor da Terra em outubro, bem como para o Extremely Large Telescope (ELT) do Observatório Europeu do Sul, que deve iniciar as observações, do Chile, em 2027.

Ambos podem ser capazes de examinar a atmosfera desses planetas, o que abre o potencial para descobertas de bioassinaturas, ou sinais de vida, fora de nosso planeta.

“Este sistema anuncia o que está por vir”, afirmou Olivier Demangeon, principal autor do estudo e pesquisador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade do Porto, em Portugal, em comunicado. “Nós, como sociedade, temos perseguido planetas terrestres desde o nascimento da astronomia, e agora estamos finalmente nos aproximando cada vez mais da detecção de um planeta terrestre na zona habitável de sua estrela, do qual poderíamos estudar a atmosfera”.

Fonte : CNN Brasil.

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