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Cabo de aço enroscado em hélice de máquina matou trabalhador no DF

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

Domingos Aguiar, morto aos 65 anos após se envolver em um acidente de trabalho com uma máquina roçadeira, tinha se aposentado neste ano. No entanto, segundo familiares, teria voltado a trabalhar a pedido da empresa. Com uma salva de palmas, orações e lágrimas, parentes e amigos se despediram do trabalhador, na manhã desta segunda-feira (11/12), no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga. Domingos deixa esposa, duas filhas adultas, 12 irmãos e o pai, o senhor Domingos Machado, 97 anos

O trabalhador prestava serviço para a empresa Garden e Concreto, no Guará, na manhã de sábado (9/12). Segundo a família, a empresa terceirizada era contratada da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A máquina roçadeira teria parado de funcionar. Um cabo de aço teria enroscado na hélice. Domingos teria tentado resolver o problema. Mas quando o equipamento foi destravado o atingiu mortalmente.

Segundo o irmão de Domingos, o servidor público Jesuito Machado Aguiar, 52, Domingos tinha se aposentado. “Ele tinha acabado de se aposentar, há dois meses. E aí a firma pediu que ele continuasse, pelo o tanto que ele era prestativo. Aí, ele disse: ‘Estou novo, vou ficar. É um salariozinho a mais’”, contou.


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Suspeita de falha na máquina

De acordo com Jesuito, na análise preliminar no local do episódio, os peritos do Instituto Médico Legal (IML) testaram a máquina e identificaram que o equipamento tinha uma falha. “A máquina não poderia ter saído da garagem para trabalhar”, ressaltou. A família aguarda o laudo da perícia para confirmar a informação. O documento deverá ser concluído nos próximos dias.

“Meu irmão era um camarada alegre, trabalhador. Muito trabalhador. Trabalhava na empresa havia mais de 20 anos. E aí vem essa fatalidade. A gente perdeu um irmão querido. A empresa gostava muito dele. Gostava e gosta. O apelido dele era até Risadinha. Gostava muito de dar bom dia a todo mundo. Ele me deu bom dia no sábado”, contou. Domingos também gostava de sair e se divertir.


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Segundo a irmã de Domingos, Elizângela Machado de Aguiar Pires, 50, a família está muito abalada e considera a morte foi muito prematura e poderia ter sido evitada.

“Nosso sentimento é de revolta e de indignação, por conta de uma negligência, de uma falta de responsabilidade, com a vida do trabalhador. Então a gente sente essa perda repentina”, desabafou.

De acordo com Elizângela, o pai de Domingos está muito abalado com a perda do filho. “Essa notícia foi um choque para ele. Ele não pode estar aqui nesse momento do sepultamento”, lamentou.

Outro lado

O Metrópoles entrou em contato com a Novacap sobre o caso. A empresa lamentou a morte do terceirizado e espera o esclarecimento do caso para adotar eventuais atitudes.

Leia nota completa:

“A Novacap lamenta o ocorrido e se solidariza profundamente com os familiares da vítima. A companhia aguardará a empresa terceirizada apurar o fato e apresentar o relatório da perícia, para maiores esclarecimentos”.

Segundo a família, representantes da Garden teriam entrado em contato e a empresa terceirizada estaria prestando apoio. O Metrópoles tentou contato com a empresa. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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