Uma loja de material bélico na QNM 17, em Ceilândia, teve um arsenal de mais de 100 armas, inclusive fuzis e pistolas, furtado. A ocorrência está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O nome do proprietário, no entanto, consta como alvo de um inquérito policial por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido em 2022.
O comerciante de armas chegou a ser indiciado pelo delito previsto no artigo 14 da Lei Nº 10.826, que estabelece o estatuto do desarmamento. Apesar disso, o indiciado, assistido por advogado aceitou proposta de acordo de não persecução penal formulada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
O homem se comprometeu a pagar a prestação pecuniária no valor de R$ 2 mil, que foi repassada para uma associação de reciclagem de lixo, e a participar de palestras. Após comprovar as ações, a 2ª Vara Criminal de Ceilândia julgou extinta a punibilidade do proprietário da loja de armas. Sendo assim, não foi aberto um processo judicial e ele não pode ser novamente punido pelo delito.
Além disso, o nome do homem aparece também como autor do crime de ameaça. O processo foi iniciado neste ano e ainda está em andamento na Justiça do Distrito Federal. O Metrópoles foi até a loja nesta terça-feira (11/6), mas o dono do estabelecimento preferiu não conversar com a imprensa.
Furto de 100 armas
O proprietário do estabelecimento teria fechado o comércio no sábado (8/6). Na segunda-feira (10/6), descobriu que o local havia sido arrombado. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) intensificou o patrulhamento na área.
Para invadir a loja, os criminosos abriram um buraco na parede da loja vizinha e conseguiram acessar a sala do cofre onde ficavam os armamentos. Dos 100 furtados, 60 eram de cano longo.
As investigações preliminares revelaram que o estabelecimento vizinho, por meio do qual os bandidos conseguiram acessar a loja de armas, havia sido alugado recentemente. Todo o sistema de monitoramento por câmeras também foi levado pelos criminosos.
Além disso, no fim de semana, pessoas não identificadas teriam tentado entrar no comércio, mas testemunhas acionaram a PMDF, e os suspeitos fugiram. A Coluna Na Mira, do Metrópoles, apurou que alguns Colecionadores de armas de fogo, Tiro Desportivo e Caça (CACs) que haviam acabado de comprar pistolas tiveram os armamentos levados. Os proprietários também procuraram a polícia para registrar o furto.
Alguns dos compradores não tiveram a oportunidade nem de retirar as armas antes que os criminosos as levassem no que se transformou em um dos maiores furtos de armas da história do DF.
