Megaoperação contra facções criminosas prende quatro pessoas no DF A ação teve como alvos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foram expedidos 12 mandados de prisão no DF e 266 no pais


Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (4/12) em uma megaoperação deflagrada também em 14 estados por dez grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público brasileiro. As prisões ocorreram em Sobradinho e Santo Antônio do Descoberto (GO), Entorno do DF. Outros dois alvos de mandados já estavam recolhidos ao sistema prisional.

A operação foi desencadeada em resposta à atuação de facções criminosas em presídios de todo o país. Foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva pela Justiça do DF e 266 em todo o Brasil. Não há informações sobre o número de presos nos demais estados.

Segundo o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), durante as buscas foram apreendidos telefones celulares, anotações e cadastros ligados à facção criminosa. O apoio à iniciativa nacional tem o objetivo de evitar a instalação da facção do PCC no Distrito Federal.

Com esse intuito, já foram realizadas outras operações como a Tabuleiro, em 2014; a Palestina (51 denunciados), em 2015; e a Legião (54 denunciados), em 2016. Neste ano, também foram realizadas as operações Prólogo (23 denunciados) e Hydra (60 denunciados).

Em todo o Brasil, os alvos são integrantes da facção criminosa de origem paulista Primeiro Comando da Capital (PCC); das cariocas Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA); da capixaba Primeiro Comando de Vitória (PCV) e da paraibana OKAIDA RB, uma dissidência da OKAIDA.

As diligências foram realizadas nos estados Acre, Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal.

Ação nacional 
A ação é articulada em âmbito nacional pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). Em Tocantins, foi realizada inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com a finalidade de apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados.

O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país. (Com informações do MPDFT)

Anterior Deputado federal abre seleção pública para vagas de assessores
Próximo Comissão da CLDF aprova relatório parcial do Orçamento do DF para 2019