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Massacre e bullying: Educação adota ações contra violência escolar

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

Protocolos de enfrentamento à violência nas escolas elaborados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal colaboraram para a evitar que dois estudantes da rede pública (um deles na foto em destaque) colocassem em prática um massacre. A informação é da chefe da pasta, Hélvia Paranaguá.

“Certamente o protocolo ajudou, porque já estava sendo aplicado na prática pelo trabalho em rede, que já é uma realidade da secretaria, entre as várias unidades. Além disso, desde o ano passado, a SEDF tem feito formações com os profissionais das escolas sobre bullying, cyberbullying e cuidado com as redes sociais”, explicou a secretária.

As ações de enfrentamento à violência foram colocadas em prática na última semana, quando a Coordenação Regional de Ensino (CRE) da região administrativa onde fica a escola tomou conhecimento do plano de dois alunos que compartilhavam discursos de ódio em plataformas on-line e pretendiam executar um massacre.

Veja as imagens dos planos dos adolescentes:

7 imagensOs jovens chamaram o plano de jogar bombas caseiras no centro de Brasília de "bomba anarquista com vodka"Uma suástica nazista foi desenhada com poeiraUm sol negro, símbolo do movimento nazista, foi desenhado por eles em uma praça públicaOs jovens desenharam caricatura de HitlerArmas caseiras foram fabricadas pelos adolescentes de 17 anosFechar modal.1 de 7

O jovem contou que a sua mãe descobriu os planos ao acessar o seu celular

Material cedido ao Metrópoles2 de 7

Os jovens chamaram o plano de jogar bombas caseiras no centro de Brasília de “bomba anarquista com vodka”

Material cedido ao Metrópoles3 de 7

Uma suástica nazista foi desenhada com poeira

Material cedido ao Metrópoles4 de 7

Um sol negro, símbolo do movimento nazista, foi desenhado por eles em uma praça pública

Material cedido ao Metrópoles5 de 7

Os jovens desenharam caricatura de Hitler

Material cedido ao Metrópoles6 de 7

Armas caseiras foram fabricadas pelos adolescentes de 17 anos

Material cedido ao Metrópoles7 de 7

O jovem usou a arma caseira no quintal de casa

Material cedido ao Metrópoles

Ao tomar ciência do caso, os professores acionaram a Secretaria de Educação, que, por sua vez, levou a denúncia à Polícia Civil (PCDF). Um dos menores foi apreendido e o outro, encaminhado para acompanhamento e tratamento psiquiátrico.

“A secretaria tem focado muito nessa política de cultura de paz. A gente tem feito um trabalho muito consistente com as escolas, criando, inclusive, os seus projetos individuais. Nós montamos todo um manual com as melhores práticas de cultura de paz e temos difundido muito, capacitado, treinado”, ressaltou a secretária de Educação.

Entenda o caso

  • Dois adolescentes de 17 anos que estudavam no segundo ano do ensino médio planejavam fazer um massacre em uma escola pública do Distrito Federal.
  • O plano dos dois menores teria chegado à direção das escolas onde os alunos estudavam e encaminhado à Polícia Civil (PCDF).
  • A dupla propagava discursos de ódio contra mulheres, negros e gays, além de fazer apologia ao nazismo por meio de um site criado por eles.
  • Os adolescentes também utilizavam o TikTok  para impulsionar e fazer o marketing para aumentar o alcance do site. Algumas contas chegaram a ser banidas pela rede social por conter discurso de ódio.
  • Entre o fim de 2024 e junho de 2025, os jovens teriam gravado e publicado cerca de 10 fitas para narrar todo os preparativos antes do massacre, marcado para o dia 20 de setembro, chamado por eles de “dia zero”.
  • Os arquivos teriam sido apagados ainda em junho deste ano.
  • Uma menor de idade que mora na Argentina começou a ter contato com a dupla por meio de uma comunidade que compartilhava conteúdo de true crime.
  • Depois de tomar conhecimento, ela conseguiu baixar o material criminoso antes de a dupla apagar o site, juntou todas as provas em documento e as enviou para pessoas próximas dos jovens.

Protocolo

O novo protocolo apresenta orientações práticas e integradas para que as equipes gestoras das escolas estejam preparadas para agir em situações de violência.

O material apresentado oferece repertório para respostas rápidas e eficazes e para a promoção da cultura de paz no ambiente escolar.

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O objetivo da ação é garantir ambientes mais seguros, acolhedores e voltados ao desenvolvimento integral de estudantes e profissionais.

O documento, disponibilizado para toda a rede de ensino na última semana, foi elaborado de forma colaborativa entre diferentes áreas técnicas da secretaria e contou com o apoio do Batalhão Escolar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

O protocolo define etapas de encaminhamento e resolução de conflitos que envolvem estudantes, profissionais e a comunidade escolar.

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