Algumas pessoas moram no Guará. Outras ajudam a construir a história da cidade todos os dias. Teresa Dias é uma delas.
Ela chegou ao Guará em 1978, ainda jovem. Aqui se casou, constituiu família e viu os três filhos nascerem. O pré-natal foi feito no antigo Posto de Saúde da QE 17 e os registros foram realizados no cartório da cidade. Desde então, sua vida se confunde com a história do Guará.
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Mas foi uma dificuldade que acabou mudando seu caminho. Em 1996, Teresa precisou morar na invasão das Mamoneiras. Foi ali que surgiu seu envolvimento com o movimento habitacional, uma missão que ela abraçou e que se tornou parte fundamental da sua vida.
Hoje, ela preside uma associação habitacional e já ajudou centenas de famílias a conquistarem moradia. Só nas Quadras Novas do Guará, segundo ela, 25 famílias foram beneficiadas diretamente pelo trabalho desenvolvido. Ao longo dos anos, estima ter contribuído para atender entre 350 e 450 famílias.
O que chama atenção em Teresa é a forma como ela encara a liderança comunitária. Ela faz questão de destacar que nunca aceitou cargos ou nomeações políticas. Seu trabalho, segundo afirma, é movido pelo desejo de ajudar as pessoas e melhorar a vida coletiva.
“Eu não sei pedir nada para mim. Sempre busco as coisas para todos, para a quadra, para o setor, para a comunidade”, conta.
Ao falar sobre o Guará, Teresa lembra das transformações que acompanhou ao longo das décadas. Viu surgir quadras, prédios, o Polo de Modas, o Setor de Oficinas e a evolução da Feira do Guará, que deixou para trás os tempos das barracas de lona para se tornar um dos principais pontos de encontro da cidade.
As Quadras Novas ocupam um lugar especial em sua memória. Ela lembra que a região, antes marcada pelo mato e pela sensação de insegurança, hoje abriga ruas organizadas e casas que representam a realização do sonho da casa própria para muitas famílias.
Para Teresa, cada conquista coletiva tem um significado especial. Seu orgulho não está apenas nas obras ou nas melhorias urbanas, mas principalmente nas histórias das pessoas que conseguiram transformar suas vidas.
“Eu amo o que faço. Sou muito feliz ajudando as pessoas. Deus me colocou nesse caminho”, diz.
Talvez seja justamente por isso que Teresa ame tanto o Guará. Porque amar uma cidade não é apenas viver nela. É dedicar tempo, trabalho e esperança para que ela seja melhor para todos.
E Teresa faz isso há quase cinco décadas.
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