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Escorpião faz outra vítima no GUARÁ

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

D oze anos depois que uma criança morreu após ser picada por um escorpião na QE 19 do Guará II, um garoto foi picado pelo animal peçonhento na QE 40, na segunda-feira, 25 de maio, mas foi socorrido a tempo e não corre risco de vida. De acordo com o pai da criança, Jefferson Passos, o acidente ocorreu por volta das 12h30, quando a criança encostou em uma parede para conversar com um amigo e começou a chorar imediatamente. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros Militar, mas, segundo ele, o socorro demorou a chegar. “Após cerca de 30 minutos,
Ao chegar ao hospital, a família recebeu a informação de que o soro antiescorpiônico não estava disponível naquele momento na unidade e precisaria ser buscado em outro local. Segundo Jefferson, a demora no atendimento e na aplicação do medicamento agravou temporariamente o estado de saúde da criança.
O caso ocorreu um dia após outra ocorrência semelhante no Distrito Federal. No domingo (24 de maio), uma criança precisou ser transportada de helicóptero pelo Corpo de Bombeiros após ser picada por um escorpião em São Sebastião. Inicialmente, a vítima foi levada pela família para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas, devido à gravidade do quadro clínico, precisou ser transferida para uma unidade hospitalar com maior capacidade de atendimento.

Aumento de casos preocupa
O aumento de acidentes com escorpiões tem preocupado autoridades de saúde no Distrito Federal. Dados da Secretaria de Saúde apontam crescimento expressivo no número de ocorrências nos últimos anos, especialmente durante os períodos de calor ou de tempo seco, condições favoráveis para a proliferação do animal.
Equipes da Vigilância Ambiental têm intensificado inspeções em áreas com maior incidência de casos e orientado moradores sobre medidas preventivas. Entre as recomendações estão vedar frestas e conduítes elétricos, instalar telas em ralos, e liminar entulhos e controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões.
Segundo especialistas da Vigilância Ambiental, o escorpião amarelo é a espécie mais comum no Centro-Oeste e também a mais perigosa, especialmente para crianças e idosos.

 

Em 2013, criança morreu picada em creche

Menino de 1 ano e 5 meses foi transferido de helicóptero para hospital particular, mas não resistiu às complicações causadas pela picada
Uma criança de 1 ano e 5 meses morreu em 2013 após ser picada por um escorpião em uma creche na QE 19 do Guará II. Após ser picada, a criança foi levada inicialmente para o Hospital Regional do Guará e, devido à gravidade do quadro clínico, transferido de helicóptero para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, no Lago Sul. Durante a noite, a criança apresentou complicações cardíacas e sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a madrugada.
Técnicos do órgão realizaram uma vistoria na creche e encontraram dois escorpiões amarelos em uma caixa de esgoto próxima ao local.
Apesar do episódio, a Vigilância Ambiental informou que a creche atendia às exigências de segurança recomendadas pelo órgão. Durante a inspeção, moradores da quadra também relataram o surgimento frequente de escorpiões em residências próximas, saindo das tubulações de esgoto.
Em 2017, a Justiça do Distrito Federal condenou o Governo do Distrito Federal a pagar indenização de R$ 300 mil aos pais da criança por danos morais.

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