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Cineclube Maria Grampinho estreia projeto sobre cinemas negros e educação antirracista no Sertão Negro

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

Primeira sessão acontece no dia 22 de março com exibição de filmes e debate sobre maternidade negra

No dia 22 de março, sábado, o Cineclube Maria Grampinho dá início ao projeto “Cinemas Negros e Educação Antirracista”, com uma sessão especial no Sertão Negro – Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia. A programação tem início às 17h, com a exibição de três curtas-metragens dirigidos por cineastas negras brasileiras, seguida de uma roda de conversa sobre maternidade.

A iniciativa busca promover debates sobre cinema negro e questões raciais por meio do audiovisual, valorizando a produção de realizadoras negras e ampliando a discussão sobre representatividade e narrativas antirracistas. O projeto será realizado ao longo de 2025, com sessões mensais e atividades voltadas para o fortalecimento da educação antirracista por meio do cinema. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Exibição de filmes e debate

Com curadoria de Ceiça Ferreira e Edileuza Penha de Souza, a sessão inaugural do Cineclube Maria Grampinho apresenta três curtas-metragens que abordam diferentes perspectivas da maternidade negra:

•“Mãe não chora” (Carol Rodrigues e Vaneza Oliveira, SP, 2019, 20 min) – Raquel trabalha na defensoria pública, mas não consegue entrar com um pedido de pensão contra o pai de seu filho.

•“A Mulher Que Me Tornei” (Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos, SE, 2020, 6 min) – Um diálogo entre duas mães sobre a maternidade e suas transformações.

•“Yá, me conte histórias” (Carine Fiúza, PE, 2020, 8 min) – Em casa, Elisa começa a sofrer os efeitos da pandemia. A hora de dormir já não é um bom momento desde que parou de sonhar, mas uma história contada por sua mãe a fará atravessar o oceano Atlântico.
Após a exibição, haverá uma roda de conversa com Ayah Akili Masani, mãe, pesquisadora e educadora popular, e Letícia Martins, bióloga. A partir das narrativas audiovisuais, o debate abordará as experiências e desafios da maternidade para mulheres negras.

Sobre o projeto

O projeto “Cinemas Negros e Educação Antirracista” será realizado entre março e setembro de 2025, com sessões temáticas que destacam o cinema negro como ferramenta de reflexão e transformação social. A iniciativa conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, operacionalizada pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Segundo Ceiça Ferreira, fundadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, a proposta é fortalecer o debate sobre representatividade e fomentar espaços de troca a partir do cinema.

“O Cineclube Maria Grampinho destaca os cinemas negros, em especial a produção de mulheres negras, e promove conversas onde o audiovisual é uma ferramenta para sonhar outros mundos e imaginar novos horizontes possíveis”, afirma.

SERVIÇO: Cineclube Maria Grampinho – Sessão inaugural do projeto “Cinemas Negros e Educação Antirracista”
Data: 22 de março (sábado).
Horário: às 17h (exibição de filmes e roda de conversa).
Local: Sertão Negro – Ateliê e Escola de Artes (Rua Goiazes, quadra P, Lote 9, Loteamento Shangri-la, Goiânia/GO).
Entrada gratuita.

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