Sem chegar a acordo em reunião nesta segunda-feira (13/11), o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Terrestres (Sittrater-DF), as empresas de transportes coletivo urbano e o Governo do Distrito Federal (GDF) marcaram uma nova audiência, para a próxima sexta-feira (17/11).
As partes envolvidas participam de reuniões desde a última semana, na tentativa de entrar em consenso quanto às demandas dos rodoviários e afastar a possibilidade de uma greve.
Da audiência dessa manhã, participaram representantes da Viação Pioneira Ltda., da Viação Piracicabana S.A., da Expresso São José Ltda., da Auto Viação Marechal Ltda. e do Consórcio HP-ITA. O encontro ocorreu no prédio do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região (MPT-DF/TO).
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No centro de Taguatinga, diversas pessoas aguardavam nas paradas de ônibus desde antes das 6h
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A categoria reivindica reajuste salarial
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O brasiliense enfrenta bastante trânsito e metrô lotado no caminho do trabalho na manhã desta segunda-feira (6/11)
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Ponto de ônibus Taguatinga na greve
Passageiros aguardam ônibus no Centro de Taguatinga
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Usuários do transporte público enfrentam dificuldades desde as primeiras horas do dia em longas filas
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Passageiros enfrentam filas no metrô
Brasiliense enfrenta metrô lotado nesta segunda-feira (6/11)
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Grande circulação de usuários de transporte público
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Por conta da greve, metrô está operando em capacidade máxima
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A grande movimentação de passageiros foi registrada em uma das estações de Taguatinga
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Filas no metrô
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Primeiro, ocorreram reuniões para mediação separadamente, com os representantes das empresas e, depois, com uma equipe do Sittrater-DF. Em ambos os encontros, também estiveram presentes integrantes do Governo do Distrito Federal (GDF).
O procurador regional do Trabalho Adélio Justino reforçou a importância da participação de todos os setores envolvidos e considerou a negociação “o caminho mais fácil para a solução do impasse”.
Após ouvir as pretensões das partes, Justino concluiu pela necessidade de maior espaço de tempo para “reflexão”, no sentido de haver avanços nas negociações que amparariam os desejos tanto das empresas quanto dos trabalhadores.
Greve
Os rodoviários reivindicam ajustes na remuneração e aprovaram, em 5 de novembro, o início de um movimento grevista a partir da madrugada seguinte.
No entanto, horas depois, o presidente do Tribunal Reginal do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) atendeu a pedido do GDF e proibiu a greve, sob pena de multa de R$ 10 mil aplicada a cada hora de interrupção das atividades.
Na decisão, o desembargador Alexandre Nery afirmou que “greve irresponsável e abusiva não vai ser tolerada”. O magistrado considerou haver falta de atenção à população: “Nenhum ônibus circulou”.
Para o procurador regional do Trabalho Adélio Justino Lucas, o bom senso deve prevalecer neste momento, em busca de um caminho que minimize os transtornos para os passageiros.
Com as ações, a maior parte dos rodoviários do Distrito Federal decidiu suspender a greve da categoria no dia seguinte, na última segunda-feira (6/11), e acolher a proposta de retorno ao trabalho, para retomada da negociação por melhorias salariais com as empresas de ônibus. Desde então, as partes têm se reunido para chegar a um acordo.
