Mesmo com chuva forte, professores mantiveram mobilização no Buriti Após assembleia que definiu continuidade da paralisação, docentes ocuparam gramado e pista em frente ao Palácio. Esperam negociação com GDF


Greve professores
Greve professores

Nem a chuva intensa que caiu no início desta tarde desmobilizou os professores que permanecem em frente ao Palácio do Buriti. Agora distribuídos entre o gramado da Praça do Buriti, a pista em frente à sede do Executivo e sob as marquises do monumento, os docentes chegaram a tentar invadir o Palácio. Agora, esperam que uma comissão seja recebida por algum representante do governo local (de preferência, o governador Rodrigo Rollemberg) para negociar uma proposta que encerre a greve geral deflagrada no dia 15/3. A Justiça já decretou a ilegalidade da paralisação, e o GDF anunciou que cortará o ponto dos grevistas.

De acordo com fontes do governo, a disposição do Executivo em negociar com os professores diminuiu depois da tentativa de invasão. Para o governo, houve uma quebra inconcebível no acordo de cavaleiros firmado com a categoria – que previa a permanência do grupo no gramado da Praça do Buriti – e que deve fazer o Executivo endurecer ainda mais no trato com os educadores. Um grupo de manifestantes chegou a lançar pedras e até plantas contra os vidros do Buriti.
O clima ficou tenso quando a Polícia Militar usou spray de pimenta para afastar os manifestantes do acesso ao palácio. Houve corre-corre e vários professores passaram mal pela inalação do gás. Os docentes recuaram, mas permanecem interrompendo o tráfego de veículos: até fizeram uma ciranda, debaixo de chuva. “Se não negociar, nós vamos ocupar”, seguem gritando. Segundo o Sinpro-DF, a categoria não sairá do local até o GDF chamar a comissão para conversar. Ficou marcada para o próximo dia 4/4 nova assembleia geral da categoria. A desta quarta reuniu cerca de mil educadores.

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